Arquivo da categoria ‘Música’

A música sobre o dia em que a música morreu

março 18, 2012

“O dia em que a música morreu”. O título é forte. Hoje em dia, parece que essa arte nunca foi tão diversificada, os shows nunca estiveram tão lotados (e caros) e, veja só, até o rock ganhou um gás depois de suspeitas de seu falecimento. Mas há quem acredite que há muito tempo, mais precisamente em 3 de fevereiro de 1959, houve o ponto final dos acordes felizes, das danceterias e dos sorrisos em geral.

O que causou tudo isso foi um acidente de avião, causado por falha humana e más condições climáticas, vitimando três ilustres passageiros: Buddy Holly (ícone do rock nos anos 1950), Richie Valens (do hit “La Bamba”) e Perry “The Big Bopper” Richardson (radialista, compositor e guitarrista de boa fama lá fora).

Claro que a afirmação é mais restrita ao público norte-americano que viveu na década em que tudo aconteceu, mas o dia ficou marcado na cultura roqueira e, ironicamente, proporcionou a criação de materiais de alta qualidade. Falo de “American Pie” – não, nada a ver com o filme, mas uma das músicas folk mais enigmáticas e gostosas de se ouvir .

Depois de uma música com essa, McLean nem precisava trabalhar mais. E ele falou exatamente isso uma vez.

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A jornada dos heróis do metal

junho 26, 2011

Você conhece a jornada do herói? Ela é um estilo temático que serve como base para várias obras literárias, pois resume a história de um protagonista que passa da normalidade para a imortalidade. A tal jornada está escrita em Star Wars, Matrix e muitas outras sagas de sucesso que, mesmo que inconscientemente, seguem os tais 12 passos descritos pelo pesquisador Joseph Campbell. Eles envolvem o início, a aceitação do sonho, a jornada em si cheia de desafios – e falhas – até o sucesso completo (ou não).

Longe dos filmes de ficção, o alvo da jornada do herói que conheci recentemente é uma banda de heavy metal. Nascida em Toronto em 1978, a Anvil (bigorna, em inglês) é citada por Lars Ulrich, Slash e Lemmy como um excelente grupo e uma referência na própria música tocada por eles, que são músicos cultuados no estilo. Com esses elogios, quem somos nós para discordar?

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O show aconteceu e eu não estava lá

junho 23, 2011

Que minhas preferências musicais já morreram ou aposentaram, isso todo mundo sabe. Mas nem eu mesmo nunca tinha parado para pensar em quem eu realmente queria ter visto ao vivo. Sentir o calor do público, a realização dos músicos, cantar e pular a cada nova canção iniciada. Não é qualquer artista que te faria sentir assim, certo?

Segue o Top 5: “Shows que eu queria ter visto”!

5. Black & Blue

Imagine duas grades personalidades do rock se juntando para fazer uma turnê. Beatles e Stones, Dylan e Cash (opa, isso quase aconteceu!), Clapton e Hendrix, Cine e Restart. Você não veria apenas um conjunto de rock, mas seria também entretido por outra de igual força, como em um pequeno festival. Foi o caso de Black & Blue, uma turnê do início dos anos de 1980 envolvendo o Black Sabbath (com Dio assumindo os vocais) e o Blue Öyster Cult (com sua formação original).

Infelizmente, as bandas não se misturaram, salvo raríssimas exceções como o “empréstimo” de Tony Iommi na guitarra de “Born to be wild” cantada pelo BÖC. Mas o setlist era variado: uma banda tocava algumas e era substituída pela outra, que cantava mais algumas e deixava novamente o palco.

Do show que foi gravado e lançado e VHS e Laserdisc, saíram algumas pérolas que estão disponíveis no YouTube, como a já citada performance inspirada de “Born To Be Wild” por parte do BÖC, uma das bandas mais nerds do rock, e os maiores sucesso da “Era Ozzy”, pelo finado Ronnie James Dio e o Sabbath.

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Dê uma chance ao rock argentino (parte 2-2)

outubro 25, 2010

Promessa cumprida! Sem me alongar e uma semana após o post sobre a história e as características do rock argentino seguem as indicações! Minúscula biografia e algumas músicas só para esquentar.

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Dê uma chance ao rock argentino (parte 1-2)

outubro 21, 2010

Meu gosto musical nos últimos tempos não se alterou nem um pouco. Continuo gostando de músicas velhas, de um bom rock. O que aconteceu recentemente foi que muitos artistas novos foram adicionados ao meu player e dele não sairão tão cedo. Esses artistas já estavam por aí há anos – e muito mais perto geograficamente. Fica aquela sensação de “por que diabos não conheci isso antes?”.

Para apresentá-los, primeiramente, peço que deixe o futebol de lado. Você poderá xingá-los a vontade no dia 17 de novembro, durante o amistoso contra a seleção brasileira realizado no Qatar. Enquanto o jogo não chega, vamos a um pouco de história.

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Fazendo história no Paraná: Blindagem

março 26, 2010

A música paranaense, aqui no Paraná, é ainda menos valorizada que a nacional no país inteiro. O cenário independente é extremamente forte, mas dá para contar nos dedos quantas bandas conseguem ultrapassar essa barreira e chegar ao grande público. O Relespública, por exemplo, abraçou-se à MTV e foi um desses recompensados. Aos poucos, porém, começam a perder força nesse panorama confuso da música atual. Mas o que interessa aqui é um certo grupo de dinossauros do rock, idolatrado por muita gente mais velha, mas que é injustamente desconhecido da nova geração.

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Só por diversão: Derek and the Dominos

março 10, 2010

Eric “Slowhand” Clapton é um sujeito único. Alguma dúvida?
- Foi criado pelos avós, Jack e Rose (não confundir com esses aqui), porém acreditando durante anos que eles eram seus pais.
- Integrou bandas consagradas, como o Cream, The Yardbirds e John Mayall & the Bluesbreakers, além de constantemente se encontrar com astros da época para simples jams regados a muito consumo de drogas.
- Ficou perto da morte várias vezes pelo consumo de drogas e álcool, quase levando suas inúmeras namoradas junto. Continua de pé, tendo visto vários colegas pessoais e profissionais morrerem pelos mais diversos motivos, como Jimi Hendrix e  Stevie Ray Vaughan. (Ok, nessa ele não difere de muitos roqueiros por aí)
- Foi um dos poucos que ousou fazer cover de Bob Marley em um gênero musical diferente. E se igualou o original.
- Perdeu o filho Connor, que teve com a modelo Lori Del Santo, quando este caiu da janela do apartamento do pai.
- Roubou Pattie Boyd do beatle George Harrison. Conquistou a moça com boa conversa e suas músicas mais românticas, como “Wonderful Tonight”.
- Deu vida à “Tears in Heaven”, um hino que demonstra todo seu luto por Connor e Jack, é uma das músicas mais tocadas em qualquer violão do mundo.
- Recebeu uma pichação em sua homenagem, com os dizeres “Clapton Is God”.
Mas o motivo do post é uma banda em particular, e não detalhar a vida toda desse sujeito. Deixo esse trabalho com sua autobiografia, que recomendo fortemente (compre aqui).

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