Militância gamer

Não sou muito chegado em campanhas, militância, movimento estudantil e tudo mais. Sei que as manifestações contra qualquer coisa dificilmente atraem um número expressivo de pessoas – e muito menos a atenção esperada. Sei também que muitos movimentos são por coisas bobas e que elas dificilmente serão atendidas. Já vi (e assinei, no início) inúmeros manifestos contra tudo quanto é coisa e nunca vi nenhum deles ser aprovado. Mas agora é pessoal.

Desde o início da minha vida de jogador virtual (e isso já faz um bom tempo), noto e implico com os preços absurdos que consoles e cartuchos acabam tomando ao virem do Japão ou dos States para cá. Fazendo as contas de comparação com sites internacionais, é de se espantar a diferença entre os valores.  E junto comigo estão milhares de outros gamers irritados.

Aí apareceu essa ação aqui, em forma de abaixo-assinado e lei. É a “Campanha contra impostos abusivos sobre games no Brasil”, lançada durante o Gameworld, evento especializado de médio porte (mundialmente falando) em São Paulo¹. Com o apoio da mídia cultural, grandes editoras e do público, essa campanha tem tudo para ir pra frente.

Segue um trecho de uma notícia sobre o assunto veiculada no site WiiBrasil:

Tal campanha visa colher um número significativo de assinaturas para que o Projeto de Lei número 300 de 2007 seja realmente transformado em lei vigente. O projeto prevê a inserção de produtos relativos aos videogames na chamada “Lei da Informática” o que poderia causar uma queda nos impostos.
Esta proposta se encontra parada na Comissão de Finanças do Senado, cujo relator é o deputado Antônio Palocci. (nota do blogueiro: putz!)

“Vamos fazer muita pressão para que o imposto seja diminuído e, consequentemente, que os preços de jogos, consoles e acessórios caiam drasticamente nos pontos de venda”, disse, no citado evento, André Martins, diretor geral da editora Tambor.

Veja aqui a página no site da Câmara para consulta da tramitação do citado projeto de lei.

Mais informações e posterior “assinatura” e aceitação da campanha (caso seja de seu interesse) podem ser obtidas clicando aqui.

² Enquanto isso, Curitiba não recebe mais shows musicais expressivos por causa da maldita
  questão da Pedreira. Esses de videogames, então, são praticamente impossíveis.
  O que já é escasso no Brasil é nulo aqui na capital paranaense.

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Uma resposta to “Militância gamer”

  1. ccarruda Says:

    Já faz um bom tempo que vejo pessoas lutando por preços mais justos para aparatos eletrônicos. No caso dos games, continuamos na mesma situação a muito tempo. Só espero que esse abaixo-assinado receba a devida atenção da Câmara…Não custa nada sonhar =)

    E quanto aos shows aqui em Curitiba, compartilho de sua indiganção. Apesar de ter comparecido a uma apresentação musical recentemente, seria muito bom mesmo se a Pedreira voltasse a ativa.

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