Marketing nos games foge do virtual

A aproximação dos videogames com a realidade é hoje impossível de ser ignorada. Apesar de ser apenas uma ‘cópia’ dela, a aproximação está assustadoramente acentuada. O mesmo pode ser aplicado no marketing desses jogos, que antes ficavam limitados em anúncios em revistas especializadas e comerciais extremamente trash na televisão¹.

A ideia dessa indústria atualmente é sair do plano digital e investir em algo mais próximo ainda do público-alvo. A solução? Partir para o mundo real, é claro! Tirando as adaptações cinematográficas, todo fiel jogador imagina como seria seu personagem favorito fora das abstrações do mundo dos games.

Resident Evil 5 lançou uma série de flashes live-action (com atores reais) que mostram o protagonista Chris Redfield em meio a uma crise pessoal após os acontecimentos que o público viria a jogar. A direção foi de Marcus Nispel, famoso por seus videoclipes e remakes de filmes de terror (no caso, Sexta-Feira 13 e Massacre da Serra-Elétrica) e era apenas uma parte da imensa campanha de marketing do quinto capítulo da série. Confira o primeiro vídeo liberado (os demais estão no youtube):

Já Assassin’s Creed II foi mais além e lançou episódios entitulados “Lineage”, com alta duração e que relatam fatos que ocorrem antes do período do jogo. A realização foi da própria produtora Ubisoft, contou com três episódios e teve como diretor Yves Simoneau, que dirigiu o piloto do seriado The 4400. Destaque para a bela ambientação em Veneza. Confira o trailer (os episódios completos podem ser vistos no canal oficial assassinscreeduk no youtube)

A mais nova incursão dos games em nosso universo é de Alan Wake. A microssérie Bright Falls contará com seis curtos episódios disponíveis em alta qualidade no youyube e mostra as experiências do repórter Jake na pacata cidade que, mais tarde, receberá o escritor-protagonista que dá nome ao título. Com cortes rápidos e um terror psicológico nonsense e perturbador, são explícitas as referências ao fantástico seriado Twin Peaks (que, coincidentemente ou não, completa 20 anos agora em 2010) de David Lynch e Mark Frost.


(veja aqui o episódio 2)

Enquanto as campanhas ficam em jogos que apresentam personagens humanos mais normais, nada contra. Teria medo em ver encanadores bigodudos pisando em tartarugas ou bolas amarelas com bocas que correm atrás de fantasmas coloridos, só para citar um exemplo.

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2 Respostas to “Marketing nos games foge do virtual”

  1. Rafael Costa Says:

    Só adicionando mais exemplos: a série HALO é mestra em fazer isso! Tem até os curtinhas produzidos pelo Jackson!

  2. Gabriel Chaves Says:

    Parabéns pela matéria Nilton!!
    você escreve mto bem!
    vo querer jogar o jogo do alan wake!
    achei mto massa o teu blog!
    flw

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