Um pouquinho de justiça ao pessoal do TI

Você sabe o que o profissional de TI faz? Se você trabalha em um escritório qualquer, acredite, eles existem – e não digo isso para desvalorizar a classe. O problema dela é a diferença entre valor e importância adquiridos pelo resto dos funcionários.

Como o nome entrega, eles são os responsáveis por toda a tecnologia de informação existente numa rede, isso em operação, gerenciamento e acesso.

Ou seja: os caras são importantes. Para homenagar a profissão, nada mais justo do que levá-la à mídia do melhor jeito possível: com um seriado de humor que eleva ao máximo (e mais um pouco) o esterótipo do cara que trabalha nessa área. O responsável por isso é “The IT Crowd”, mais um produto do inigualável humor importado de terras britânicas.

A história aborda um departamento de TI de uma multinacional que faz sabe-se lá o que. São três funcionários: Moss (Richard Ayoade), um gênio anti-social que é o máximo do estereótipo da classe; Roy (Chris O’Dowd), um irlandês largado e incrivelmente simpático; e Jen (Katherine Parkinson), a chefe de ambos e “diretora de relacionamentos”, mas que foi contratada por sorte e não entende absolutamente nada nem de informática, quanto mais de TI – e nem precisa, como vemos durante os episódios.

Exibida em 2006 pelo Channel 4, a primeira temporada é uma exceção: não é tão boa, tem situações forçadas e os personagens mais irritam do que cativam. A partir da segunda, entretanto, o negócio muda e o humor começa a subir absurdamente – especialmente logo no primeiro episódio, de longe meu favorito de toda a série.

Você confiaria nele para consertar seu computador? Ora, claro que sim!

Talvez a piada mais recorrente envolva a rotina de trabalho da dupla: quando um PC estraga nos andares de cima da empresa, eles são sempre chamados para o socorro via telefone – e muitas vezes a solução é apenas religar o aparelho. A fala “Olá, é do TI, você já tentou ligar e desligar o PC?” virou um clássico na série.

Como o orçamento era baixo, a maior parte das cenas são internas, principalmente na sala de trabalho dos três, que é mais bagunçada do que o quarto de todos os leitores deste post juntos. Mais tarde, eles começaram a ousar – expansão dos roteiros, a química entre os atores e o próprio nível de atuação nem se comparam entre as temporadas. A falta de aptidões sociais normalmente é retratada na série, mas com muito mais realismo e piadas bem mais espontâneas do que em “The Big Bang Theory”, por exemplo.

Apesar do suceso relativo, a carreira do trio não chegou a decolar, mas Roy e Jen ganharam alguns papéis em comédias (claro), enquanto Moss  ainda precisa escapar um pouco do estereótipo para ganhar mercado em Hollywood. Um remake alemão foi feito sem sucesso, além de um norte-americano em que Ayoade reprisa seu papel, enquanto Roy é interpretado por Joel McHale (o Jeff de “Community”, uma série que não merecia um post aqui, mas um blog inteiro).

Infelizmente, a série está desde 2010 em um limbo cada vez mais fundo da emissora – e nem os pedidos dos fãs estão conseguindo trazer uma quinta temporada. Como não é mais tão fácil ter acesso a esse seriado, o que deixo aqui é uma lista pessoal com as quatro melhores cenas do melhor do humor britânico, ácido, negro, irônico, nerd e genial de “The IT Crowd”.

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